A coragem de viajar para longe

coragem para viajarMas afinal, de onde vem a coragem para viajar tão longe? Desde pequena eu gostei de voar. Meu sonho de criança era ser aeromoça (e sinceramente, não descarto totalmente esta possibilidade da minha vida). Eu fui para longe, voltei e fui de novo. Meus amigos brincam que nem tem mais graça ir nas minhas despedidas já que elas acontecem com uma certa frequência.

Para mim ir e vir era normal, um estilo de vida e de escolhas. Isso estava certo na minha cabeça até o dia que uma amiga comentou “Yas, eu queria ter a sua coragem”. Esta afirmação voltou a aparecer várias vezes na minha vida e confesso que fiquei abismada. Nunca me vi como uma pessoa corajosa. Na verdade consigo fazer uma grande lista dos meus medos: tenho medo de altura, de ficar sozinha, de barulhos altos… Me sinto insegura, sou desorganizada e vivo com a sensação de estar esquecendo algo… Mas acho que de uma certa forma aprendi a conviver com os meus medos e inseguranças. Percebi que era divertido me desafiar e supera-los seja subindo em um lugar alto e fazendo questão de olhar para baixo ou indo sozinha para um lugar desconhecido.

Indo e vindo eu aprendi a ter coragem para viajar. Eu aprendi que a vida segue com ou sem a gente, que despedidas são inevitáveis, que a saudade simboliza bons momentos e as fotos são as memórias que temos para sempre. Eu percebi que eu sou apenas uma pequena parte do mundo e que ele não gira em torno de mim. Que quando eu vou embora a vida de todos ao meu redor continua normalmente, assim como a minha também segue em frente. Que eu tenho medo mas que estes medos não são maiores que o das outras pessoas.

A vida é cheia de fases, ciclos que começam e se enceram. Eu aprendi a voar longe e voltar para casa. Aprendi a lidar com o tempo e percebi que as vezes achar que temos muito tempo é o que nos impede de viver e realizar nossos sonhos. Percebi que precisamos valorizar o agora e fazer aquilo que temos vontade e que no fundo o que nos impede de ir longe é nosso próprio medo. Descobri que sou apaixonada pelo mundo e coloquei viajar como minha primeira prioridade.

Talvez tenha sido assim que eu não perdi o medo mas aprendi a conviver com ele. Talvez isso tenha me feito parecer tão corajosa e desbravadora mesmo me perguntando várias vezes “o que eu estou fazendo da minha vida?”. Talvez o que eu chamo de busca por superação seja o que os outros acreditam ser a ausência do medo.

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Yasmin Graeml, estudante de jornalismo, apaixonada pelo mundo! @yasgraeml




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