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Curitiba: Do outro lado da barraquinha

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feirinhaLatitude: 25º 25′ 40″ S

Artistas contam como é trabalhar na Feira do Largo da Ordem

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A feira de Arte e Artesanato Garibaldi, popularmente conhecida como feirinha hippie ou feirinha do Largo da Ordem, acontece todos os domingos das 9h às 14h no centro histórico de Curitiba. A prefeitura estima que em média 15 mil pessoas visitem o local todo fim de semana. A feira de artesanato é considerada o sexto melhor passeio para se fazer na capital paranaense segundo o aplicativo TripAdvisor.

Com mais de 40 anos de história, a feira começou com escambo e venda de objetos de segunda mão e hoje é fonte de renda de muitos artesãos. Este é o caso de Antônio Sartorato Filho, 68 anos, que há 25 anos trabalha com a esposa criando e vendendo fantoches aos domingos. Os dois contam que a aposentadoria de um salário mínimo para cada não pagava as contas da casa e isso os levou a vender os bonecos. Além disso, Antônio aponta outra importância do artesanato voltado para as crianças. “O artesanato está diretamente ligado à necessidade de intercalar as brincadeiras das crianças, que, hoje em dia, estão muito acostumadas com os aparelhos eletrônicos”.

Entre as barracas do Largo, além de vários estilos de artesanato, cada comerciante tem uma história diferente. Montsserrat,  nasceu em Barcelona e se mudou para Curitiba para acompanhar o marido. Formada em matemática, descobriu que seu diploma não valeria no Brasil e, por isso, começou a trabalhar com costura. Aos 62 anos, ela se orgulha em dizer que já trabalha há mais de 30 anos vendendo enxovais de bebê  no Largo da Ordem.

Outra história é a de Dona Iracema, 78 anos, que diz que a  feirinha traz realização. Ela afirma que bordar e vender seus panos de prato é uma terapia. “Eu adoro esse movimento, as pessoas de fora. Eu sou muito de fazer amizades, falo de religião, falo de tudo. Eu me realizo”. Há 30 anos trabalhando com o artesanato, Iracema, entretanto, reclama dos moradores de Curitiba. “Muitos não conhecem a feirinha ou vieram aqui só uma vez. A maioria dos clientes são os turistas”.

Para os mais novos comerciantes do Largo,  além de produtos de qualidade é importante tem um bom relacionamento com os clientes. Fabiana Carolina de Souza está na feirinha há 8 meses e conta que aprendeu com os outros feirantes a importância de explicar a técnica usada no produto que vende. Ela comenta a grande oportunidade que a atração é para os artistas da cidade e se sente orgulhosa de fazer parte dela. “Aqui é uma oportunidade muito grande, pelo público que tem, diferente da feira de bairro que é  mais calma. Aqui temos mais chance de venda. A feirinha é muito famosa e as pessoas gostam de participar”.

Por: Yasmin Graeml, Stephanie Abdalla, Talita Souza e Raphaella Pioversan

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