Mochilando, reencontrando e fazendo amigos

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Nunca tive problemas em fazer amigos e nesta viagem não foi diferente. Já no avião Curitiba-São Paulo conheci duas meninas bem queridas e uma delas estava também no meu voo São Paulo-Frankfurt, ficamos conversando até a hora do embarque. No meu destino final, Estocolmo, aconteceu a mesma coisa. Na fila do ticket de trêm para o centro comecei a conversar com uma Americana que estava estudando espanhol em Valência e aproveitando as férias para viajar. Essa é uma das minhas partes favoritas de viajar, conhecer pessoas diferentes de todas as partes do mundo. Em conversas rápidas dá para conhecer tanto sobre uma cultura e criar vontade de conhecer lugares que nunca tinha pensado em ir.

Chegou a hora mais esperada da viagem, reencontrar minhas amigas do intercâmbio. Um ano depois e parecia que nada tinha mudado. Estávamos todas juntas de novo, a única diferença é que os 40C na Austrália mudaram para -25C na Suécia. Foram 10 dias quase no polo norte marcados por risadas, choros, histórias, brincadeiras, filmes e festas. Assim como qualquer grupo de amigas.

Na saída da Suécia veio a primeira despedida. De seis viramos quatro. Uma ficou na Suécia, uma voltou para a Austrália e nós fomos rumo a Dinamarca. Foi ai que aconteceu uma das maiores brincadeiras do destino, por uma louca coincidência estávamos na estação de Copenhague na mesma hora que um Dinamarquês (que também conheci no intercâmbio) e mais uma das minhas melhores amigas que tinha ido passar o ano novo com ele. Nosso encontro foi rápido, meia hora entre um trem e outro, mas o suficiente para mostrar o quanto o mundo é pequeno. No fim do intercâmbio eu me perguntava se algum dia eu veria de novo todas aquelas pessoas juntas. Um ano mais tarde estávamos lá, todos juntos em uma estação na Dinamarca.

Ainda em Copenhague, em um free walking tour, conhecemos uma Australiana que tinha estudado em uma escola perto da nossa. Acabamos nos perdendo dos outros para subir em uma torre e ela ficou com a gente até a hora do nosso trem para Berlin. Meus quatro últimos dias com as meninas passaram muito rápido, quando eu vi já estava na hora de me despedir de novo. Mas com essa viagem nós provamos o quanto distância não afeta amizade. 

Minha primeira cidade sozinha foi Colônia. Minha colega de quarto no hostel era uma Mexicana. Começamos uma conversa em inglês que logo acabou virando um”portunhol”. Saímos para uma caminhada noturna e quem nos via conversando não acreditava que tínhamos nos conhecido há tão pouco tempo.

Meu último destino antes de encontrar meus tios em Madrid foi Barcelona. Descobri que ter um secador de cabelo em um quarto feminino é uma forma muito eficaz de fazer amigas. No mesmo dia que cheguei já estava amiga de duas taiwanesas. No dia seguinte saí com uma das meninas e conheci um americano, uma Australiana e um angolano, com quem conversei em português e aprendi muito sobre o outro lado da colonização portuguesa. No free walking tour de Barcelona conheci uma brasileira super querida que me apresentou a mais brasileiros no hostel. Passei os últimos dias lá com “a turma do portunhol“.

O último reencontro foi em Madrid com os meus tios e minhas priminhas espanholas. Passei vários dias com eles curtindo os meus últimos momentos de mochileira viajando pela Europa!

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