Como Funcionam os Safaris na África do Sul

Safari Africa

Não tem como ir para a África e não fazer um safari e, como eu já falei no post sobre coisas que você precisa saber antes de ir para a África do Sul, os sites da maior parte das atrações são confusos e desatualizados. Os safaris não são uma exceção a isso!

A primeira coisa que quem vai fazer um safari tem que entender é que os parques têm áreas que são do governo e áreas que são privadas. Por exemplo, o grande Kruger tem uma parte que é um parque nacional e outras que são privadas. Mas não existem cercas separando estas áreas. Agora você deve estar pensando: tá, e o que isso muda? A resposta é: muda tudo!

Parques do governo:

A parte do governo é um parque nacional, ou seja, qualquer um pode entrar, pagando a taxa de conservação de 300 rands (R$ 70,00), e passar o dia passeando no seu próprio carro. O parque tem várias estradas.  Logo na entrada, você pode comprar um mapa (importante: o GPS fica sem sinal dentro do parque) e não é permitido sair das rotas pré-definidas. Nesta parte do parque há dois tipos de safari permitidos: o guiado, nos tradicionais carrinhos de safari, e o self drive, em que você dirige seu próprio carro.

Safari guiado – é feito em um carro fechado com toldo, normalmente em grupos de oito pessoas.

Vantagens:

Desvantagens:

  • O guia explica um pouco mais sobre os animais.

  • Os carros de safari têm rádios para se comunicar uns com os outros e avisar quando localizam animais que podem interessar aos turistas.

  • Dentro do parque nacional, os carros de safari não podem sair das rotas pré-definidas, ou seja, fazem o mesmo caminho que os carros normais.

  • É mais caro que entrar no parque com seu próprio carro.

Self driveo self drive é quando você vai com um carro comum, decidindo por conta própria que trilhas seguir em busca dos animais, dentre aquelas pré-definidas, obviamente.

Vantagens:

Desvantagens:

  • É a forma mais barata de ver os animais.

  • Mais autonomia de decidir por quanto tempo vai ver o animal e de “ignorar” animais que já foram visto antes para aproveitar o tempo procurando outros.

  • Depende mais da sorte de encontrar os animais.

  • Além de procurar os animais tem a preocupação de dirigir e de ver o mapa.

Self drive é seguro? Acho que o maior problema do self drive é se perder no parque. Quanto aos animais, seguindo a regra de não sair do carro e não provocar os bichos, é bem tranquilo. Os animais veem a gente como parte do carro, ou seja, somos um animal bem maior e desconhecido para eles. Por isso, eles não atacam.

*O self drive pode ser feito com um carro comum, as rotas são tranquilas e não tem a necessidade de um 4X4

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Áreas Privadas:

Como o nome já diz, são áreas que não são do governo, ou seja, têm menos regras. Normalmente, para entrar nessas áreas, você tem que se hospedar em um dos resorts. Não é possível ir só para fazer o safari. Nas reservas privadas, também não é comum fazer o self drive.

Vantagens:

Desvantagens:

  • Como é em área privada, os carros de safari podem sair das estradas e chegar bem mais perto dos animais.

  • Há a opção de safaris noturnos, para ver animais diferentes.

  • Os guias contam bastante sobre os hábitos dos animais.

  • Tem rádios entre os carros para eles se comunicarem e acharem mais fácil os animais.

  • Os carros podem ser abertos.

  • Para fazer este tipo de safari você precisa se hospedar nos resorts. Então, acaba saindo mais caro.

Resolvemos ficar três dias no Kruger e um no Addo. No Addo, fizemos só o self drive e conseguimos ver leões, búfalos, elefantes, javalis, zebras, veados etc. No Kruger, fizemos um dia de self drive no parque nacional e outros dois dentro de uma área privada. Achamos que não valia a pena fazer o safari guiado dentro do parque nacional, pois era praticamente a mesma coisa do que ir de carro!

Inicialmente, tínhamos deixado no roteiro mais um dia de self drive depois de passar dois dias na reserva privada, mas, como já tínhamos visto todos os big 5 (leão, búfalo, elefante, leopardo e rinoceronte) e vários outros animais, resolvemos abdicar de um quarto dia de safari e seguir um dia antes para Joanesburgo.




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